A teoria de Carls Rogers originou-se com base em suas experiências clínicas. Sua teoria baseia-se na abordagem humanista e tem aproximação com a psicologia existencial e fenomenológica, uma vez que concebe que qualquer pessoa tem o potencial para um desenvolvimento sadio e criativo, sendo o fracasso decorrente de relações e pressões sociais.

Para Rogers o processo terapêutico é não-diretivo ou centrada no cliente. Uma terapia bem-sucedida é aquela em que o terapeuta alcança um relacionamento intensamente pessoal com o cliente, colocando-o com um autovalor incondicional e encontrando-o nos sentimentos que estiver experimentando. A possibilidade de se explorar sentimentos profundos, está justamente no fato do cliente se sentir aceito incondicionalmente. Nessa exploração, ele sente os mais variados sentimentos outrora negados à sua consciência e, então, percebe que não precisa temer o conteúdo da experiência, aliás, deve recebê-la livremente como parte de seu self que se transforma e se desenvolve.

Em suas experiências, Rogers percebe que o início de um processo de mudança ocorre quando há uma consideração positiva e incondicional e um entendimento empático da estrutura interna de referência do cliente. Há em cada indivíduo uma tendência realizadora, como uma busca básica do organismo para se manter e melhorar. É dessa tendência que o terapeuta deverá partir para buscar melhoras no cliente.

Referências: LONINGER, S. Teorias da Personalidade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.