Pretendo através desta série, oferecer 10 dicas que podem te orientar na tarefa de conseguir o tão sonhado emprego em psicologia, afinal de contas, além de ser uma ciência, a mesma é um campo profissional, cujo mercado é, assim como diversos outros, bastante disputado.

Tenho percebido que muitos dos psicólogos recém formados, ou mesmo dos que atuam em outra profissões, possuem dificuldades que parecem intransponíveis na tarefa de conseguir uma colocação profissional em sua área de formação. Em alguns casos, trata-se de problemas de competência técnica e de formação, porém em outros, noto que trata-se de problemas de estratégia, por isso, atente-se às dicas que seguirão, de forma bem resumida, nesta série:

O que fazer para conseguir um emprego em psicologia?

Esta é uma excelente pergunta, pois toca em um dos assuntos mais secretos da psicologia: a empregabilidade. Este que é um dos temas que não é compartilhado nas universidades e entidades é justamente um dos mais interessantes e cobiçados pelos profissionais da psicologia.

O psicólogo recém formado é um dos que mais sofre com esta angústia, pois foi ensinado ao modelo tradicional de fazer psicologia, onde é repleto de expectativas relacionadas a um ideal de psicologia que muitas vezes está descolada da realidade.

Isto porque os professores de psicologia são pagos para ensinarem teoria científica, e não para teorizarem sobre a prática social e política da profissão, na grande maioria das vezes. Por isso, é importante que os psicólogos se organizem de modo a terem melhores condições de trabalho, seja através de autarquias como o Sistema Conselhos, seja através dos Sindicatos, ou de entidades de apoio à profissão, como a Rede Goiana de Psicologia.

Mas introduções à parte, o que deve ser feito para se conseguir o primeiro emprego em psicologia?

DICA 1: O primeiro passo é óbvio, porém não tão evidente: TER UM BOM CURRÍCULO! Infelizmente a maioria dos profissionais (que são formados em massa pela academia na atualidade) não se dá conta de que a sua profissão começa a ser feita na própria graduação, pois é neste período em que este terá as formações necessárias para a sua atuação profissional, e esta não se resume somente a sala de aulas: Pesquisa, intercâmbio, monitoria, atividades de extensão, centro acadêmico, atléticas, empresas júnior, ligas acadêmicas, todas estas são oportunidades de formação que transcendem a sala de aula e que te darão um bom currículo.

LEMBRE-SE: Experiência em currículo não é somente a de trabalho remunerado, mas atividades voluntárias, associativas e de gestão de entidades sem fins lucrativos são pontos positivos para o currículo.

Neste sentido, o primeiro passo é ter um bom currículo: boa formatação, bom conteúdo e boa apresentação. Isso o ajudará a conseguir abrir portas em processos seletivos no mercado de trabalho.

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Continua na parte 2.

Fonte: Rede Goiana de Psicologia