Com o mercado competitivo, ter estresse é normal e até nos ajuda a tomar decisões no trabalho e na vida pessoal. Só que atualmente as empresas exigem uma imersão dentro do ambiente de trabalho tão grande, que o nível de estresse apresentado pelos funcionários acaba sendo preocupante.

Em meados dos anos 70 surge nos Estados Unidos o termo Burnout, que é a junção de burn = queima e out = exterior, sugerindo um estresse crônico mais associado ao mundo do trabalho, em que a pessoa sente "perder a energia", o entusiasmo e o interesse, comprometendo a sua saúde e performance profissional. No Brasil é conhecida como "síndrome do fósforo queimado".

A pessoa que sofre de Burnout costuma apresentar um nível de estresse enorme, cansaço e mal-estar generalizado, apresentando assim, sinais de esgotamento físico, psíquico e emocional que se relacionam diretamente ao desempenho e à atividade profissional.

Sentimentos negativos, de fracasso, impotência, irritabilidade e baixa autoestima se tornam comuns, levando muitas vezes ao abandono da tarefa realizada. Pelos sentimentos citados a pouco, muitas pessoas tendem a confundir a Síndrome de Burnout com o Transtorno Depressivo.

A Síndrome de Burnout afeta principalmente pessoas que prestam assistência ou são responsáveis pelo desenvolvimento/cuidado de outras pessoas, tais como médicos, enfermeiros, psicólogos, professores, assistentes sociais, agentes penitenciários, policiais, bombeiros, cuidadores de pessoas com doenças degenerativas, entre outros.

Desta forma, os sintomas físicos da Síndrome de Burnout incluem:

- Dores de cabeça constantes;

- Tonturas;

- Alterações no sono;

- Problemas digestivos;

- Falta de ar;

- Excesso de cansaço.

Já os sintomas psíquicos da Síndrome de Burnout podem ser:

a) Ansiedade;

b) Dificuldade em concentrar-se;

c) Variações de humor;

d) Perda de motivação no emprego;

e) Ficar isolado dos colegas de trabalho.

Três Dimensões da Síndrome de Burnout

Exaustão Emocional – Situação em que o trabalhador percebe que sua energia e seus recursos emocionais se esgotaram devido ao contato direto e intenso com os problemas no seu local de trabalho. Ele sente que não pode doar mais de si mesmo a nível afetivo, pois já não possui forças para efetuar tal esforço. É o esgotamento que gera a falta de vontade de fazer qualquer coisa.

Despersonalização – O trabalhador desenvolve atitudes negativas em relação ao seu trabalho e passa a ser insensível com as pessoas, agindo como se elas fossem objetos. Passa a não se importar realmente com o sentimento dos outros, usa de cinismo e ironia, acha todos chatos e que seus problemas não têm importância. A despersonalização é uma barreira criada pelo indivíduo com a intenção de se proteger do contato com os demais. Ele acha que se não se envolver com os problemas dos outros, não vai sofrer, mas é exatamente o que acontece.

Baixa realização pessoal no trabalho – O indivíduo não se sente realizado com o trabalho que executa. Acha que poderia ser mais feliz se tivesse escolhido fazer outra coisa. Traz à tona o sentimento de impotência, sentido que poderia produzir muito mais em outro lugar. Sente-se incompetente, desmotivado, com baixa auto-estima e às vezes com vontade de abandonar o emprego.

A incidência da síndrome vem crescendo, devido à realidade social e cultural que enfrentamos. É necessário fazer exames e analisar se os problemas enfrentados estão relacionados ao ambiente de trabalho ou a profissão. É necessário avaliar se é o ambiente profissional que causa o estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que passam a ser o estopim.

Fonte: Mundo da Psicologia