O psicopata é bem conhecido pela cultura popular, um assíduo frequentador de manchetes de jornais e de programas sensacionalistas. Mas o que o senso comum não sabe é o que se passa em sua alma. De origem grega, psyché, alma; path, sofrimento, a psicopatia indica o doente da alma ou enfermo mental. Alguns acham mais adequado o termo sociopatia, mas muitos deles são conhecidos como ‘serial killers’ – assassinos em série. Além destes, muitos outros criminosos coléricos têm características inerentes a esse distúrbio psíquico. O traço que distingue esse enfermo dos psicóticos é que o psicopata é muito perverso. Ele está sempre atualizado e antenado com a realidade, mas seu superego – aquele sensor que todos temos em nossa mente – está ausente, e isso o priva de qualquer culpa.

A Organização Mundial de Saúde inclui em sua classificação de patologias essa doença, sob a expressão "distúrbio da personalidade dissocial". Estes pacientes não conseguem se submeter a regras sociais, a convenções e não levam em conta o que sentem os outros. Eles estão sempre centrados em si mesmos, nas suas necessidades, revelam emoções sem nenhuma densidade, carecem de uma autopercepção, controlam muito mal os seus impulsos, não lidam bem com frustrações e partem para a agressão com facilidade, são irresponsáveis, não exprimem remorso nem ansiedade relativamente ao seu comportamento. Manipulam habilmente as outras pessoas e demonstram um cinismo perturbador, revelam-se incapazes de amar. Além disso, os psicopatas mentem, roubam, enganam, fraudam, abandonam suas famílias, põem em risco suas vidas e as dos outros. Quem espera encontrar um psicopata apenas nas expressões ferozes e nos crimes absurdos, pode se surpreender ao observar um outro estilo, o da criatura charmosa e simpática, que parece ser regido pela razão, mas que não hesita em cometer um assassinato quando isso atende às suas conveniências.

Há algumas polêmicas de foro judicial, sobre como tratar criminosos psicopatas. Alguns sustentam que, mesmo doentes, eles estão conscientes do que fazem e poderiam evitá-lo. Geralmente este paciente não tem recuperação e quando dá início a uma série de assassinatos violentos, não cessa mais de cometê-los, portanto só uma prisão perpétua pode contê-lo. Ele não tem condições de conviver socialmente, pois não aprende com seus erros nem com os castigos aplicados. Os psicopatas procuram dissimular seu comportamento quando se dão conta de que a sociedade não o aceita, mas isso não significa que eles se modificaram.

Normalmente eles são muito inteligentes e sabem como esconder os traços de sua personalidade. No cotidiano, estes indivíduos não revelam possuir outros distúrbios psíquicos, e mostram-se até calmos e aparentemente normais no relacionamento social. Falam bem e muitas vezes tornam-se líderes de suas comunidades. Mesmo após um longo convívio, são poucos os que conseguem enxergar seu aspecto sombrio. Assim, eles conseguem eficazmente manter uma vida dupla.

Na verdade, uma boa parte das pessoas com este distúrbio consegue se conter e não se tornar um criminoso – alguns políticos corruptos, líderes inescrupulosos, seres agressivos e que cometem abusos, entre outros. Esta doença pode ser diagnosticada precocemente. Ela tem início na infância ou na adolescência e persiste ao longo da vida – é possível detectar essa enfermidade em torno dos 15 ou 16 anos. É só lembrar dos casos de adolescentes ou até mesmo crianças que promovem massacres nas escolas ou matam a própria família.

Fonte: Info Escola