O psicodiagnóstico é o processo de avaliação psicológica que ocorre no contexto clínico. Como a avaliação psicológica é função privativa do psicólogo é fundamental que este profissional busque compreender minimamente todos os fatores que estão envolvidos nesta atuação. Basicamente, o psicodiagnóstico tem como objetivo identificar forças e fraquezas do funcionamento psicológico do sujeito, com enfoque nos aspectos psicopatológicos.

Diferentemente da psicoterapia, o psicodiagnóstico é delimitado no tempo. Há, portanto, algumas etapas básicas deste processo, sendo elas: o enquadre, em que são realizados os acordos com paciente como os valores, os prazos, objetivos, entre outros; a anamnese; aplicação da bateria de testes; correção e análise de dados; devolutiva, que deve ser dada a quem de direito e respeitando o sigilo profissional.

No caso do psicodiagnóstico com crianças, existem algumas especificidades a serem consideradas. A criança deve ser sempre compreendida como parte de seu contexto, assim o psicólogo que trabalha com crianças jamais deve ignorar sua família. Neste caso, a família deve estar presente no processo de psicodiagnóstico, principalmente no momento do enquadre, da anamnese e da devolutiva. A avaliação com criança não pode ser rígida, mas sim buscar os principais recursos capazes de acessar o universo infantil e fornecer dados importantes para a compreensão deste sujeito. Portanto, não se pode falar em psicodiagnóstico infantil sem se considerar uma avaliação lúdica. Por fim, se deve haver cautela com as conclusões precipitadas de processos avaliativos, com as crianças, que estão em plena maturação e desenvolvimento, o cuidado com as hipóteses diagnósticas deve ser redobrado. Os resultados da avaliação psicodiagnóstica constituem um retrato do momento da criança, que é influenciado por vários contextos e fatores, portanto, jamais devem ser tomados como verdades absolutas!

Fonte: Stéfany Bruna