Tanto falamos sobre a relação mãe-bebê e muito pouco sobre o pai, que em uma construção de família tradicional, compõe esta tríade. Não ter falado muito sobre o pai e sua função nestes primeiros momentos do bebê não significa de forma alguma que ele tenha importância menor. Hoje temos aqui um espaço só para ele, onde falaremos sobre essa pessoa e essa função tão importante – a paterna, nos primeiros meses de vida da criança.

No início da vida da criança a mãe é quem interage mais com o bebê sim, é sua primeira referência sem nenhuma dúvida, mas a função do pai é extremamente importante nesse momento. Muitas vezes os pais sentem que não são necessários, pensam que nada podem fazer alí, algumas vezes sentem-se até mesmo preteridos, excluídos deste quadro. O que é um grande engano. Por mais que a mãe esteja completamente voltada para o bebê, as avós estejam de prontidão, o pai pode ajudar muito, facilitar imensamente a interação mãe-bebê.

Isso pode se dar quando ele percebe ou ainda é orientado para que dê a mãe o suporte emocional necessário para que ela viva esse momento da forma mais plena possível. Isso equivale a dizer que o pai, para além da ajuda prática que pode dar, tem a função e até mesmo o poder de abastecer a mãe emocionalmente, nessa situação onde ela precisa se entregar por inteiro a este bebê. O pai com seu amor, carinho e cuidado com a mãe pode tornar esse momento mais tranqüilo, feliz e prazeroso para todos. A mãe precisa dedicar-se a essa relação e cuidados com o bebê, e se não estiver emocionalmente bem, sentindo-se segura, dificilmente poderá exercer sua maternidade, neste momento, de maneira suficientemente boa.

Uma boa relação conjugal, onde exista cumplicidade, amor, compreensão e amizade pode facilitar para que esse período da vida seja algo extremamente natural, fluente.
Existe uma máxima que diz " ninguém dá o que não tem". E neste caso ela cabe perfeitamente. A mãe precisa dar muito ao bebê, mas pra que ela dê precisa ter, ou pode chegar a sentir-se incapaz de cuidar dessa criança, o que não a impedirá de fazê-lo, mas que pode levá-la à uma depressão pós-parto e comprometer o desenvolvimento do bebê nesse período. Portanto, o papel do pai é de extrema importância, não pode simplesmente ser aprendido se não houver o desejo de estar ali nesta tríade pai-mãe-bebê, mas pode, se esse desejo existir, ser alimentado pela informação e o esclarecimento. Assim papais, exerçam esse lindo papel, e sejam muito felizes ao lado de sua mulher e seus amados filhos!

Texto de Simone Ávila

Fonte: Blog Psicologia Infantil