Há um ditado em inglês que diz "forgiven, not forgotten" - algo como "perdoado, mas não esquecido". Cientistas da Universidade de St. Andrews, na Escócia, podem ter descoberto que esse ditado pode destoar um pouco da realidade. É que, de acordo com eles, perdoar alguém torna muito mais fácil esquecer a experiência dolorosa causada por aquela pessoa.

Os psicólogos responsáveis pelo estudo concluíram que vítimas de algum tipo de transgressão que perdoam têm mais chances de esquecer os detalhes do episódio que lhes ofendeu. No cérebro, essas duas habilidades - a de esquecer coisas ruins que lhe foram feitas e perdoar quem quer lhe tenha feito essas coisas - estão ligadas.

Os cientistas pediram a 40 voluntários que lessem uma série de histórias de infidelidade, traição e difamação, e pediram que eles dissessem se perdoariam ou não os causadores dos problemas. Depois, nos próximos 15 dias, as mesmas histórias foram apresentadas aos voluntários. Em seguida, os cientistas pediram a eles ou que lembrassem dos detalhes ou que evitassem de pensar neles.

O estudo descobriu que os participantes tinham mais facilidade de esquecer a lembrança daqueles cenários que disseram que perdoariam. E que eram incapazes de esquecer cenários que disseram que não perdoariam, mesmo quando orientados pra fazer isso.

Outros estudos mostram que perdoar também melhora o sistema imunológico e que evitar a raiva é bom para se prevenir contra a pressão alta. Então, se não for perdoar pelo outro, perdoe por vocês mesmo.

E também vale pra perdoar a si mesmo: esse estudo mostrou que culpa e a incapacidade de se perdoar estão ligados a depressão, ansiedade e um sistema imunológico mais fraco.

Fonte: Revista Galileu