A Psicologia Clínica se baseia na observação e análise aprofundada de casos individuais. Criada por volta do final do século XIX por alguns médicos psiquiatras e neurologistas que tratavam pacientes com doenças mentais, foi desenvolvida por Freud, médico, discípulo de Breuer. Eles utilizavam a hipnose como método de cura de tais pacientes.

Segundo a teoria de Breuer, que logo foi incorporada e melhor descrita por Freud, as doenças mentais provinham de conflitos que estavam localizados na mente da pessoa, e não necessariamente de problemas biológicos. Breuer acreditava que através da hipnose a pessoa poderia driblar censuras que a impediriam de lembrar certos fatos (os traumas), e assim melhorar sua idéia de tais, ou vivenciar experiências. Freud depois descreveu esse estado como catarse. Freud discordava quanto à eficiência da hipnose, e em contrapartida desenvolveu a técnica da livre associação. Foi aí que a Psicologia Clínica nasceu, porque trouxe a cura pela palavra.

A Psicologia Clínica cresceu desde então. O advento da Psicanálise abriu um abrangente campo para novas teorias, como a Psicologia Analítica de Gustav Jung, discípulo de Freud.

Hoje em dia há muitas linhas de pensamento em psicologia: as mais famosas são a Psicanálise a Psicologia Analítica, a Análise do comportamento ou Behavorismo de Skinner e a Fenomenologia. Esta última nasceu dos pensamentos de Sartre, Husserl, e tem seus expoentes na psicologia representados por Rollo May (existencialista) e Fritz Pearls (Gestalt Terapia).

É freqüente o desconhecimento que, por vezes, se verifica relativamente à pessoa e ao papel do psicólogo clínico e de outros técnicos de saúde mental denominados, comumente, de "Psis".

Se depararmos com técnicos de saúde com modelos de intervenção diferentes e bem delimitados tanto na forma como em conteúdo, torna-se premente distingui-los, para que a procura por cuidados em saúde mental seja, à partida, informada e racional.

Fonte: Portal Educação