É muito comum, por parte da maioria de pessoas que estão começando a vida profissional, a seguinte queixa: "Não tenho experiência, o que colocar no meu currículo?". Jovens que acabaram de sair da Escola, ingressar ou sair da universidade, ou mesmo aqueles que não se dedicaram a vida dos estudos, mas quiseram se arriscar muito cedo no mercado de trabalho, sabem do que estou falando.

Alguns, mais instruídos, buscam orientação profissional para tentar solucionar o seu problema: marcam uma sessão com um psicólogo organizacional (um profissional especializado em trabalho e empresa) ou com um gestor de RH, com o objetivo de receberem orientação em relação a sua carreira. Outros que não possuem esta visão, logo escrevem postagens revoltadas reclamando a famosa frase "as empresas pedem experiência, mas não dão oportunidades"... Enfim, vou explicar algumas coisas.

Em primeiro lugar, oportunidades não são dadas, são conquistadas: as pessoas devem mostrar que são capazes e que estão prontas para executar determinada função. Se eu quero contratar um médico, por exemplo, enquanto gestor de Recursos Humanos, tenho que me certificar que o mesmo estudou para isto, possui um título, e conhecimento adequado para a função. E isso serve para todos os casos, mesmo para as vagas que não exigem muita escolaridade, mas que sempre exigirão um bom nível de habilidade! Um vendedor, por exemplo, precisa demonstrar ser muito mais comunicativo do que um assistente de depósito, pois cada vaga exige certo nível de competências específicas dos candidatos.

É neste sentido que entra o segundo ponto: experiência nem sempre quer dizer "TER TRABALHADO COM CARTEIRA ASSINADA", mas ter em sua caminhada um histórico de locais por onde você pôde desenvolver habilidades necessárias para desempenhar certa função. Por exemplo: um jovem de 18 anos, recém-saído do Ensino Médio, nunca tendo trabalhado, mas tendo sido presidente do grêmio estudantil do seu colégio, ou tendo participado como líder de uma célula de igreja, dirigente de mocidade católica ou espírita (ou o que quer que seja), tendo feito trabalhos voluntários ou ajudado o pai a vender picolé na feira, é muito mais apto para conseguir um trabalho de vendedor, recepcionista, assistente administrativo do que aquele que não fez absolutamente nada.

O que quero dizer, de maneira bem simples é que, experiência não é só trabalho remunerado, mas ter participado de associações, dirigido clubes de estudo, coordenado ações sociais, liderado departamentos de igreja, ser presidente de grêmio estudantil, tesoureiro do centro acadêmico, etc. Um psicólogo ou um gestor de RH experiente saberá identificar estas habilidades se você as demonstrar.

Basta saber fazer um currículo organizado, verdadeiro e ter boa postura, que você conseguirá mostrar que é muito capaz e que merece uma primeira chance de trabalho remunerado. Boa sorte!

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Imagem: Google Imagens

Fonte: Rede Goiana de Psicologia