Pode parecer incomum para quem está vivendo problemas na relação a dois, mas dificuldades no relacionamento conjugal é uma das queixas mais frequentes no consultório. Diariamente clientes se queixam da falta de comunicação, do estresse gerado pelo relacionamento, ou por questões intimas do casal.

Você consegue enxergar seu papel nesta relação? Existem cobranças suas ou de seu parceiro? Vocês aceitam suas diferenças? A relação se tornou maçante e sem graça? Essas questões são primordiais para que você reflita sobre seu relacionamento.

Então torna-se necessário identificar o que é para cada pessoa uma relação estável e produtiva, dessa forma podem-se listar os pontos que necessitam de mudanças e aqueles que podem ser mantidos. Essa é uma das primeiras estratégias que ajudam o cliente a perceber se há razões para levá-la adiante ou não, sempre considerando a interação do casal.

Estes são apenas um dos temas abordados na clínica atualmente, que aos poucos geram um peso muito grande dentro da relação e se expandem às outras áreas da vida, desencadeando inclusive em brigas diárias que tomam proporções diversas. Talvez esse seja o sinalizador importante para se buscar ajuda terapêutica.

Além dos conflitos pessoais que o individuo possui, a correria e os percalços do dia-a-dia também se tornam relevantes para que as pessoas tenham lacunas em suas comunicações. A assertividade é um dos assuntos mais abordados dentro da relação a dois, que é justamente a capacidade de expressar seus sentimentos e pensamentos sem denegrir o outro. Muitas vezes, ser assertivo torna-se um empecilho uma vez que somos norteados pelas nossas emoções e por elas somos controlados. Sempre haverá emoções envolvidas dentro de uma discussão, mesmo tratando-se do sentimento de amor, que aliás, é um poderoso estado emocional. Para que ocorram mudanças no comportamento do individuo, tornar refém desses estados emocionais pode levar à muito sofrimento. No entanto, sair desse estado de controlado e se tornar controlador de alguns de seus sentimentos, vai exigir um trabalho mais analítico, que sozinho, nem sempre é possível.

Para o terapeuta é importante que o cliente apareça com suas queixas para que haja uma análise dos fatos. Juntos, terapeuta e cliente, irão analisar como os problemas começaram, sua frequência e o que isso gera em suas vidas. A partir dai, poderão levantar os possíveis caminhos para uma mudança.

A relação amorosa é uma relação recíproca onde cada pessoa tem sua parcela de responsabilidade diante de seus comportamentos e também das consequências que ele provoca, principalmente por afetar o outro. Como meu comportamento pode afetar o outro, o que seria agir assertivamente dentro de um relacionamento? Ser assertivo não é apenas ouvir tudo o que seu parceiro tem a dizer, mas também poder opinar e expor suas ideias e seus sentimentos diante das situações aversivas.

Alguns casais encontram-se sob controle de algumas situações aversivas como criticas e até mesmo alguns momentos em que a pessoa evita ouvir o parceiro. Essas situações aversivas podem gerar consequências como evitação mútua e interação negativa, ambas não fortalecem e não resolvem os conflitos, apenas dificultam a melhora da relação. Estas são apenas algumas situações-problema que aparecem na relação, gerando sofrimento em ambas as partes. Algumas pessoas demonstram seus sentimentos e outras silenciam sua angústia.

Para entender toda essa dinâmica e compreender todas essas variáveis que estão presentes no universo a dois, a terapia pode ser uma alternativa importante.

Fonte: Psicólogos Berrini

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